O Ministério Público da Bahia (MP-BA) solicitou à Justiça a interdição parcial do Conjunto Penal de Feira de Santana, no centro-norte do estado, após o registro de fugas recentes de presos e denúncias sobre a superlotação e precariedade da estrutura do local.
O pedido foi protocolado pelo promotor Edmundo Reis, coordenador do Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep). Ele defende que a medida não visa o fechamento total da unidade, mas a suspensão temporária do recebimento de novos detentos até que os serviços e condições de segurança sejam regularizados.
Atualmente, o presídio abriga cerca de 2 mil internos, embora tenha capacidade máxima para 1.250 pessoas, segundo dados apresentados pelo MP. A falta de policiais penais para atender à demanda da unidade também foi destacada como um dos principais problemas.
O pedido de interdição foi apresentado na última terça-feira (21), dias após três presos escaparem da unidade. Conforme a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), a fuga só foi notada durante a contagem matinal dos internos, por volta das 8h30.
O Ministério Público aguarda agora a decisão judicial sobre o pedido.
