A Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que acabou de completar 129 anos, pode passar por grandes mudanças. Terceiro mais antigo e um dos maiores centros de ensino de engenharia do Brasil, a Politécnica pode ser desmembrada em três unidades acadêmicas e uma unidade com o pessoal técnico-administrativo.
A decisão faz parte do projeto de Reestruturação da Escola Politécnica (PREP), atualmente chamado de “Nova Politécnica”. No momento, a escola conta com 180 docentes efetivos, 68 servidores técnico-administrativo e mais de 3 mil estudantes, alocados em 13 cursos de graduação, oito de mestrado, seis de doutorado, além de mais de 40 grupos de pesquisa.
A criação de novas unidades na universidade é uma atribuição exclusiva do Conselho Universitário, mas os defensores do projeto se amparam na aprovação, por pequena maioria, pela Congregação da unidade. As votações geraran polêmica por não atingir maioria absoluta prevista no Regimento da UFBA.
Em documento divulgado na última semana, 17 dirigentes de departamentos, colegiados de cursos e diretórios acadêmicos integrantes da Escola Politécnica reivindicam que o projeto de desmembramento tenha uma discussão mais transparente. Nas três votações internas que trataram do assunto, o quociente eleitoral não passou de 45%.
De acordo com o documento, 92 docentes efetivos da Escola Politécnica são contra a divisão da unidade. Eles já demostraram a insatisfação em diversos abaixo-assinados e no mais recente documento público. “Não só pela mudança acadêmica, mas porque ela afeta a própria gestão da faculdade, inclusive a financeira”, cita o documento.
O projeto de desmembramento da Escola Politécnica está sendo apreciado por uma comissão do Conselho Universitário.
