
O APLB Sindicato solicitou nesta quarta-feira (24) o adiamento da votação do projeto que prevê o aumento salarial dos professores da rede municipal de Salvador, durante sessão na Câmara Municipal de Salvador (CMS). A entidade afirma que duas emendas precisam ser analisadas antes da decisão dos vereadores.
De acordo com o presidente do sindicato, Rui Oliveira, a categoria realizou uma assembleia nesta manhã e deliberou que a votação só poderia ocorrer com a concordância do APLB. “Só teria votação se a APLB concordasse. A APLB não concorda”, afirmou. Ele explicou que as emendas garantem que os aposentados não sejam prejudicados e que o reajuste de 2,5% seja mantido de forma linear.
Vereadores afirmam que havia um acordo para que a votação fosse realizada hoje. Segundo eles, Rui Oliveira participou na véspera de uma reunião que se estendeu até a noite e teria concordado com a inclusão do projeto na pauta. Pela manhã, no entanto, o sindicato apresentou as emendas e solicitou o adiamento, gerando impasse no plenário.
A categoria havia se reunido na terça-feira (23) com o secretário de Educação de Salvador, Thiago Dantas, para discutir os termos do projeto. O encontro ocorreu no plenário da CMS.
Após a queda da votação nesta quarta, o coordenador-geral da APLB, Rui Oliveira, afirmou em entrevista coletiva: “Nós saímos de uma reunião com a expectativa de que tudo estava encaminhado, mas, no final, o projeto chegou alterado, sem que tivéssemos acesso ao texto atualizado. Isso demonstra falta de respeito com os professores e com o sindicato que representa a categoria.”
Rui Oliveira também rebateu as críticas de que a APLB estaria causando atraso no processo. “Não estamos aqui para criar obstáculos, mas para garantir que os direitos da categoria sejam preservados. Entre as emendas rejeitadas estão a que assegura que não haja perdas para os aposentados e a que garante a linearidade do reajuste para todos os profissionais da educação. Essas são questões fundamentais para nós.”
O sindicato entregou documentos com as emendas ao líder do governo na Câmara, Kiki Bisbo (UB), e ao presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB). “Agora aguardamos uma resposta da gestão municipal para decidir os próximos passos”, disse Rui Oliveira, que afirmou que a categoria pode convocar uma nova assembleia.
A rede municipal de Salvador esteve parcialmente paralisada por quase 80 dias entre maio e julho deste ano devido a uma greve promovida pelo APLB. “A greve ocorreu porque a Prefeitura de Salvador não pagou o piso nacional aos professores da rede municipal”, lembrou Rui Oliveira.