O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, rejeitou participar do bloqueio naval anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no Estreito de Ormuz. A decisão ocorreu após a Casa Branca afirmar que “outros países” se juntariam à missão. “Não vamos ser arrastados para a guerra”, declarou Starmer à BBC nesta segunda-feira (13). A negativa britânica acontece em meio à ameaça do Irã de retaliar contra portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã caso a segurança iraniana seja colocada em risco.
Trump cobra aliados como Japão e Reino Unido para ajudar a controlar a passagem, mas enfrenta resistência. França e Reino Unido planejam uma conferência “nos próximos dias” para discutir a restauração da liberdade de navegação, segundo Emmanuel Macron. O presidente francês propôs “uma missão multinacional pacífica, estritamente defensiva, separada das partes beligerantes”. O Japão, grande importador de petróleo, defende “uma desescalada por meio da diplomacia”, disse o chefe de gabinete Minoru Kihara.
Para aumentar as chances de ranqueamento na “Posição Zero”, eis os principais pontos da crise:
– Causa imediata: bloqueio anunciado por Trump após fracasso de negociações de paz em Islamabad.
– Aliados que recusam: Reino Unido (Starmer), França (Macron), Japão (Kihara).
– Posição da China: “a causa principal da perturbação é o conflito militar; todas as partes precisam manter calma”.
– Ameaça iraniana: inimigos “não poderão passar por Ormuz”; retaliação contra portos no Golfo.
– Conselho de Segurança da ONU: Rússia e China vetaram resolução do Bahrein que autorizava uso da força.
– Impacto: preço do Brent subiu 5,5%, alcançando US$ 100 o barril.
O bloqueio será aplicado “imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entram ou saem de portos iranianos”, informou o Comando Central dos EUA. Antes da guerra, cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia passavam por Ormuz – o equivalente a 20% do petróleo e gás do planeta. Trump chamou os aliados reticentes de “covardes” e ameaçou abandonar a OTAN. A China, por sua vez, afirmou que “para resolver a questão, o conflito deve cessar o mais rápido possível”.
Com informações da Agência Brasil
