Neste domingo (06), líderes e representantes do BRICS se reuniram no Rio de Janeiro para o encontro do bloco. Durante o evento, os países firmaram a declaração final da Cúpula, que reúne 11 países do Sul Global, como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e que hoje é vista por alguns especialistas como um contraponto ao Ocidente liderado pelos EUA.
Na mensagem, o grupo condenou os recentes ataques contra Irã e Rússia — membros do bloco —, defendeu uma reforma ampla da ONU e reiterou apoio à criação de um Estado palestino com base nas fronteiras de 1967.
Além disso, o texto contou com: Reforço ao multilateralismo e à representação do Sul Global; Compromisso com o uso de moedas locais nas transações entre os membros e Defesa do direito dos países de regulamentarem as BIG TECHs.
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Nenhum país foi citado nominalmente, mas críticas têm como alvos indiretos os Estados Unidos, Israel e a Ucrânia. Como resposta, Trump anunciou tarifas adicionais de 10% para ‘qualquer país que se alinhar às políticas do Brics’
Apesar do discurso de união, o encontro teve ruídos. As ausências de Xi Jinping e Vladimir Putin enfraqueceram o peso simbólico da Cúpula. Pela primeira vez em uma década, o líder chinês deixou de participar de um encontro do bloco.
Além disso, o apoio à entrada de Brasil, Índia e África do Sul no Conselho de Segurança da ONU — que havia sido incluído em cúpulas anteriores — ficou de fora da nova declaração.
