Durante os festejos de Iemanjá, nesta segunda-feira (2), no Rio Vermelho, em Salvador, o deputado estadual Robinson Almeida (PT) comentou a ruptura do senador Angelo Coronel com a base do governo da Bahia. Em entrevista ao Notícias da Bahia, classificou o movimento como precipitado.
“Tem um fato agora, bem no dia de Iemanjá, que é o anúncio da ruptura do senador Coronel com a base do governo, então alguns devem pedir proteção a Iemanjá para que não tenha maiores abalos, outros devem pedir força para que os seus movimentos sejam vitoriosos e Iemanjá, como sempre, vai procurar agradar todos”, ironizou.
Ao comparar a postura de Angelo Coronel com a da deputada federal Lídice da Mata (PSB), que foi tirada do Senado para dar lugar ao próprio Coronel em 2018 e não abandonou o grupo, Robinson apontou diferenças de trajetória e posicionamento ideológico. “A história de Lídice é a história de uma militante de esquerda de toda uma vida e tem um perfil de sempre ser do grupo, mesmo quando suas posições não são contempladas. Hoje continua sendo uma das principais dirigentes políticas do projeto aqui na Bahia, mesmo tendo sido preterida pelo próprio Coronel há oito anos atrás e não tomou nenhuma atitude de ruptura”, declarou.
Sobre Coronel, o deputado avaliou que o senador tem uma formação distinta e um histórico mais próximo do campo conservador. “O senador, diferente da deputada, tem uma origem na direita, no centro, aprofundou essa sua ideologia num relacionamento com o governo Bolsonaro, numa paquera com a oposição aqui na Bahia”, disse.
Para Robinson, o movimento atual reflete afinidade política: “Ele faz um movimento que está marcado pelo seu coração, ou seja, ‘eu vou para um lugar onde eu me identifico mais, que para ficar lá teria que ter um benefício de uma candidatura ao Senado’, que não foi possível de resolver até então. Ele precipitou seu movimento”, criticou.
Robinson Almeida também citou possíveis consequências da decisão, ao afirmar que, ao contrário de Lídice, Coronel pode enfrentar isolamento político. “Diferente da deputada Lídice que continua atuante, ele pode viver momentos de ostracismo por conta dessa sua opção política”, concluiu.
