Início Política Roma critica política de “tentativas de destruir reputações” de ex-presidentes no Brasil

Roma critica política de “tentativas de destruir reputações” de ex-presidentes no Brasil

Presidente do PL da Bahia, João Roma - Foto: Sandra Mercês/Notícias da Bahia

 

O Presidente do Partido Liberal (PL), da Bahia, João Roma, conversou com exclusividade na tarde desta sexta-feira, (12), com o Notícias da Bahia, sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da trama golpista. Bolsonaro foi considerado culpado por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe após sua derrota nas eleições de 2022:

  • Golpe de Estado
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Organização criminosa armada
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça
  • Deterioração de patrimônio tombado

“Para todos nós, especialmente nós do PL, esse era um resultado já divulgado antecipadamente. Não é surpresa para ninguém, mas a grande verdade é que esse resultado é uma suprema injustiça. Mesmo aqueles que não são simpatizantes do presidente Bolsonaro percebem com clareza o grau de perseguição, de ataques ao presidente Bolsonaro e à sua família num processo que está longe de ser um processo jurídico, mas está claramente sendo identificado como um processo de vingança”, disse Roma.

O ex-ministro de Bolsonaro criticou a política de frituras dos ex-presidentes do Brasil.

“É muito triste ver esse grau de insegurança jurídica no nosso Brasil. O que nós defendemos não é queda de braço, não é nós contra eles. Mas nós queremos sim um Brasil harmonizado e esse seria o papel do judiciário. Do judiciário que deveria defender a nossa Constituição, ao invés disso está rasgando a letra da Constituição e agindo por passionalismo, por sentimentos menores. É muito triste ver isso, em especial um país que ao invés de projetar seus líderes, eleição pós eleição, fica focado em tentar destruir reputações”, criticou Roma que espera do Congresso Nacional uma anistia para os condenados na tentativa de golpe de estado após as eleições de 2022.

“Então é um momento triste para o Brasil e resta agora a esperança da movimentação dos nossos parlamentares no Congresso Nacional para levar à frente as medidas de anistia necessárias para que, de fato, possamos ter restaurado os direitos políticos do presidente. Bolsonaro”.

Roma foi questionado sobre quem queria se vingar de Bolsonaro e por qual motivo. Leia o que ele disse.

“Olha, é transparente para todos, e ele mesmo deixa transparecer. O próprio ministro Alexandre Moraes, ele desenvolveu antipatia pelo presidente Bolsonaro e tem aí dados aos incômodos que Bolsonaro deve ter causado a um sistema estabelecido. Ele falou verdades que muita gente tinha preso na garganta, e isso incomodou todo o sistema. E Alexandre Moraes hoje é o principal personagem que materializa essa sede, esse revanchismo que, para além de uma figura, de um personagem do judiciário, ele vestiu sim uma carapuça de um personagem político. É muito degradante para a justiça brasileira, para nossa segurança jurídica, porque a função do judiciário é equalizar e harmonizar a nossa nação, obviamente exercendo a justiça, mas essa justiça precisa vir com esses valores. E o que vimos foi quebra de protocolos, quebra de liturgia, certos papéis, ou seja, invencionismos jurídicos, criação de provas, então realmente é uma exposição até do Brasil internacionalmente. O Brasil que tinha uma grande tradição de respeito internacional, especialmente na questão diplomática, hoje passa por uma exposição dado essas personalidades que tomaram para si o aparelho do Estado brasileiro para agir de acordo com seus caprichos”, desabafou João Roma.

João Roma critica condenação do STF e reafirma Bolsonaro como candidato do PL