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Rui critica Neto e acusa adversário de manter “lógica de oligarquia” na política baiana

Rui critica Neto e acusa adversário de manter “lógica de oligarquia” na política baiana
Foto: Divulgação

O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), intensificou o embate político com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) ao criticar o que classificou como “lógica de oligarquia” e “herança de poder” na política baiana. Em entrevista à Rádio Metrópole, Rui reagiu aos ataques feitos pelo adversário ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ampliou o confronto entre os grupos políticos que devem polarizar a disputa estadual de 2026.

Durante a entrevista, Rui afirmou que o modelo político representado por ACM Neto estaria baseado na manutenção de estruturas tradicionais de poder. “O que está envelhecido na política é essa lógica de oligarquia e de herdeiros do poder”, declarou. O petista também citou promessas feitas por Neto em campanhas anteriores e contrapôs com indicadores atuais de Salvador, afirmando que a capital ocupa posição negativa em índices de mortalidade infantil e desempenho na educação básica.

Na área da saúde, Rui voltou a criticar promessas de campanha feitas pelo ex-prefeito e afirmou que os resultados da gestão municipal não corresponderam ao que foi anunciado. “Depois de 16 anos governando Salvador, a cidade é a terceira pior capital em mortalidade infantil”, disse. O ex-ministro também questionou a cobertura da atenção básica na capital e afirmou: “Hoje, 40% da população não tem acesso a posto de saúde”, ao mencionar dificuldades de atendimento e filas para exames.

Rui também direcionou críticas à condução de políticas públicas e citou investigações envolvendo aliados do adversário. Ao comentar o programa Pé na Escola, alvo de apuração recente, afirmou que a iniciativa “mais parece o pontapé na educação”. O pré-candidato ainda reforçou o tom político contra o grupo de oposição ao declarar que se trata de um modelo que, segundo ele, “despreza a população mais pobre e se sustenta em velhas práticas”.