A Rússia realizou neste domingo (05) o maior ataque desde o início da guerra na Ucrânia, direcionando cerca de 140 drones e 23 mísseis contra a região de Lviv, no oeste do país, próxima à fronteira com a Polônia. Segundo a administração regional, a ofensiva foi a mais intensa em três anos e meio de conflito e levou países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a elevar o nível de alerta e acionar sistemas de defesa e reconhecimento.
Na sequência, nesta segunda-feira (06), o Ministério da Defesa russo informou ter interceptado 251 drones ucranianos lançados durante a madrugada, com 40 abatidos sobre a Crimeia, 62 sobre o Mar Negro e cinco sobre o Mar de Azov. Os ataques e contra-ataques ocorrem em meio à escalada recente de ações contra infraestrutura energética, alvo frequente de Kiev em território russo e de Moscou na Ucrânia.
Desde fevereiro de 2022, o uso de drones e mísseis se tornou quase diário nos dois lados do conflito. Nos últimos dias, a Rússia intensificou agressões à rede elétrica ucraniana, reacendendo temores de uma campanha para comprometer o fornecimento de energia com a aproximação do inverno, em cenário semelhante ao registrado no ano passado.
Análises recentes indicam que, no fim de setembro, Moscou exercia controle total ou parcial sobre 19% do território ucraniano, dos quais cerca de 7% — incluindo a Crimeia e áreas do Donbass — já estavam sob domínio antes da invasão. Apesar de ganhos territoriais ao longo de 2025, o ritmo de avanço desacelerou em setembro, após picos nos meses anteriores.
