O Supremo Tribunal Federal deve marcar em breve o julgamento do núcleo de desinformação da trama golpista de 2022, formado por ex-integrantes do governo Bolsonaro, militares e aliados acusados de espalhar ataques às urnas eletrônicas e a autoridades. O prazo para as defesas apresentarem alegações finais termina nos próximos dias, e o relator Alexandre de Moraes pretende concluir todos os processos ainda em 2025, antes do calendário eleitoral de 2026.
Esse grupo inclui nomes como Carlos Cesar Rocha, do Instituto Voto Legal — responsável pela auditoria encomendada pelo PL —, além do capitão expulso do Exército Ailton Barros e outros militares de diferentes patentes. O ex-apresentador Paulo Figueiredo terá julgamento separado.
O núcleo de desinformação é o quarto a avançar na tramitação, depois do julgamento do núcleo central, que já resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados próximos. Os demais núcleos, voltados a ações coercitivas e de gerenciamento de estratégias, também estão na fase final de instrução.
A expectativa é que os próximos julgamentos sejam definidos ainda neste semestre, sob a presidência de Cristiano Zanin na Primeira Turma. A partir de outubro, Flávio Dino assume o comando da turma e deve conduzir parte das decisões.
