Início Política Sanções contra esposa de Moraes ganham força após prisão domiciliar de Bolsonaro

Sanções contra esposa de Moraes ganham força após prisão domiciliar de Bolsonaro

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Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP

A Casa Branca avalia aplicar sanções contra a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, como resposta à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo Supremo Tribunal Federal. A medida é discutida como parte de um pacote de retaliações liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A principal medida em debate é a inclusão de Viviane nas restrições previstas pela Lei Magnitsky, que já afeta Alexandre de Moraes. Caso concretizada, a sanção impedirá que o escritório Barci de Moraes atue com clientes ou empresas ligadas aos Estados Unidos, o que pode comprometer sua atuação no mercado internacional.

Além disso, o governo americano estuda a ampliação do tarifaço sobre exportações brasileiras, bem como a suspensão de vistos de juízes auxiliares do STF, integrantes da Polícia Federal, membros da Procuradoria-Geral da República e autoridades ligadas à Corte.

No entanto, há resistências internas à adoção de novas tarifas comerciais. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo, que têm participado das negociações, defendem que as sanções comerciais não avancem neste momento. Eles articulam para que novas punições via Lei Magnitsky só sejam aplicadas caso Jair Bolsonaro venha a ser condenado no processo que responde no STF por tentativa de golpe.

Segundo fontes do governo americano, Trump pode agir de forma imprevisível, mas, até o momento, as sanções à esposa de Moraes são consideradas o passo mais concreto na retaliação diplomática.