A morte de dois agentes de segurança em Salvador, na última quarta-feira (15), repercutiu também no governo do estado. O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, lamentou os casos e destacou a importância de valorizar os profissionais da área.
As vítimas foram o investigador da Polícia Civil, Adailton Oliveira Rocha, e o soldado da Polícia Militar, Samuel Novais da Silva. O policial civil foi baleado durante o cumprimento de um mandado no bairro de Tancredo Neves. Já o PM foi atingido em um confronto no Engenho Velho de Brotas, chegou a ser socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu.
Em posicionamento oficial, o secretário classificou as mortes como perdas graves e chamou atenção para o lado humano dos agentes. “É fundamental que a gente enxergue esses profissionais como pessoas. Por trás de cada farda, existe uma família que hoje está sofrendo uma perda irreparável”, afirmou.
Felipe Freitas também defendeu investimentos em estratégias que reduzam a violência. Segundo ele, o uso de tecnologia e inteligência é essencial para evitar confrontos e preservar vidas. “O nosso objetivo é construir um estado de paz, onde o confronto não seja o caminho e onde as vidas sejam preservadas”, pontuou.
Apesar dos casos recentes, o secretário destacou dados positivos na segurança pública. De acordo com ele, a Bahia registrou queda de 22% nas mortes violentas no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. A redução foi observada em Salvador, na Região Metropolitana e também no interior do estado.
