A influenciadora teria chamado a atenção da Polícia Federal mesmo após ter participado da CPI das Bets
De acordo com reportagem publicada pela revista Piauí na última terça-feira (2), a influenciadora digital Virginia Fonseca é alvo de uma apuração da Polícia Federal relacionada a movimentações financeiras consideradas atípicas em empresas ligadas ao seu grupo.
Segundo a publicação, a análise foi baseada em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), elaborados a partir de comunicações realizadas por instituições financeiras.
A apuração busca esclarecer movimentações financeiras envolvendo a We Pink, empresa que teria faturado R$ 1,3 bilhão em 2025, e transferências registradas na conta da Talismã Digital, empresa de Virginia Fonseca e do ex-marido, Zé Felipe.
Entre março e setembro de 2024, a Talismã Digital recebeu R$ 22,4 milhões. Conforme a reportagem, a empresa AMP Pay Marketing e Negócios foi responsável por R$ 17,7 milhões desse montante, por meio de cinco transferências via Pix.
Ainda segundo a revista, a instituição financeira responsável pelo monitoramento das operações considerou as movimentações atípicas porque a AMP Pay está enquadrada no regime do Simples Nacional, destinado a empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
Até o momento, não há acusações formais nem denúncias apresentadas contra a influenciadora. O caso permanece em fase de apuração.
