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Caso ferro-velho: Solto PM suspeito de envolvimento na morte de funcionários

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Por Redação – Foto Reprodução

Suspeito de envolvimento nas mortes de dois jovens desaparecidos de um ferro-velho em Salvador, o soldado da Polícia Militar Josué Xavier foi solto após o fim da prisão temporária. Os corpos de Paulo Daniel Pereira Gentil do Nascimento e Matusalém Silva Muniz seguem desapaecidos. A informação é do site g1.

A Polícia Civil solicitou um pedido para a manutenção da prisão do suspeito, mas a instituição não recebeu resposta. Por nota, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) informou que não pode explicar o motivo do documento não ter sido analisado, porque o caso está sob segredo de Justiça.

De acordo Polícia Militar, Josué Xavier voltou a fazer parte do quadro da corporação, mas irá atuar no setor administrativo até o fim das investigações. Xavier é lotado na 19ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Paripe.

O gerente do ferro-velho, Wellington Barbosa, conhecido como “Cabecinha”, também chegou a ser preso. Ele cumpria prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, pois foi diagnosticado com hanseníase, doença que pode atingir a pele e nervos, causando incapacidades físicas.

A Polícia Civil não informou se irá manter a prisão dele e nem se o pedido foi aceito pela Justiça. O delegado José Nélis, da 3ª Delegacia de Homicídios, responsável pelas investigações do caso, disse que não era possível afirmar a participação de cada um dos presos na ação. Entretanto, apurações da PC apontam que Paulo Daniel e Matusalém foram mortos.
Em 4 de janeiro de 2025,  desaparecimento de Paulo e Matusalém completou dois meses. Os dois jovens foram vistos pela última vez quando saíram de suas respectivas casas para trabalhar como diaristas no ferro-velho, localizado no bairro de Pirajá.

Marcelo Batista da Silva, dono do ferro-velho, é considerado suspeito de ser o mandante do crime. Em 9 de novembro, a Justiça decretou a prisão preventiva do empresário, mas ele fugiu e é procurado pela polícia. Ele é réu em um processo em que é acusado de violência doméstica contra a ex-companheira. Uma audiência está marcada para a próxima semana, mas segundo a mulher, o advogado dele pediu o adiamento.

Marcelo Batista da Silva ainda é investigado por outros crimes :

-duplo homicídio;

-tentativa de homicídio;

-envolvimento com milícia e facção criminosa;

-violência doméstica contra a ex-mulher.

Acusado de descumprimento de pagamento de salário, horas extras, assédio sexual e até tortura, ele responde a nove processos em tramitação na Justiça do Trabalho. Outras 60 ações movidas contra ele já foram arquivadas.

O  empresário foi denunciado pelo crime pelas famílias dos jovens, que relataram que Marcelo havia acusado as vítimas de furto.

Investigações constataram que o carro do suspeito foi periciado após ser encontrado em uma loja especializada em veículos de alto patrão, em Lauro de Freitas (RMS). Avaliado em R$ 750 mil, o carro foi deixado no local por outro homem, que solicitou a troca dos bancos alegando ter adquirido o bem com alguns pontos de sujeira.

A Polícia Civil informou que a suposta sujeira pode se tratar de vestígios de sangue dos rapazes.

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Fardo de alumínio furtado

Marcelo Batista da Silva alegou em 8 de novembro, antes de ter o mandado de prisão expedido, é que teve cinco toneladas de fardo de alumínio furtados em dois meses e que conseguiu recuperar 500 quilos em 3 de novembro, após seguir o caminhão usado no crime.

No dia 4 de novembro, enquanto registrava ocorrência policial contra um terceiro funcionário, que não teve o nome divulgado, Paulo Daniel e Matusalém foram flagrados em outro furto à empresa.

O empresário planejava ligar para a polícia, para fazer um flagrante no dia seguinte e recuperar a carga roubada. No entanto, os jovens não apareceram para trabalhar e nnão entraram mais em contato.