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STF e outros órgãos sofrem ataques hacker após a suspensão da rede social X

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

Por Redação – Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

Ataques já haviam sido registrados na última semana

Os sistemas do Supremo Tribunal Federal (STF), da Polícia Federal (PF) e da Anatel foram alvos de ataques de hackers nesta semana, após a suspensão do X.

STF informou que os ataques ao sistemas internos ocorreram na última quinta-feira (29). Eles afirmaram terem sido alvos de um DDoS (ataque de negação de serviço). Isto é, milhares de acessos simultâneos com o intuito de desequilibrar a rede e inviabilizar os serviços. Os sistemas ficaram inoperantes por menos de 10 minutos.

“A equipe técnica do tribunal agiu rapidamente, retirando os serviços do ar e implantando novas camadas de segurança, de modo que todos os acessos foram normalizados e não houve nenhum prejuízo operacional ao Tribunal”, informou, em nota , a assessoria da Corte.

No caso da PF, o caso foi registrado nesta terça-feira (03). Em nota, a organização afirmou que abrirá um inquérito para apurar o caso e que “Não foi detectado comprometimento aos sistemas e acessos a dados da instituição”.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que afirmou também ter sido alvo desses ataques cibernéticos disse que os casos tem aumentado desde a última sexta-feira (30).

“Após a decisão do STF de bloquear o “X”, a Agência observou um aumento esperado nesses ataques, o que ocasionou instabilidades momentâneas em seus sistemas e redes. Em resposta, a equipe de TI da Anatel agiu de forma contínua para mitigar os impactos e garantir a segurança das operações. Os sistemas foram prontamente restabelecidos, e medidas adicionais foram adotadas para fortalecer a infraestrutura de rede, assegurando a continuidade dos serviços prestados à sociedade”, diz nota da agência.

O “ex-Twitter”, rede social com o nome atual de “X” foi banido do Brasil por decisão do Ministro Alexandre de Moraes após o dono, Elon Musk, descumprir decisões judiciais.