Ebola matou ao menos 80 pessoas em um novo surto registrado na província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo, segundo informações divulgadas pela Associated Press. As autoridades de saúde africanas haviam informado, na última sexta-feira (15), 65 mortes e 246 casos suspeitos da doença, causada por uma cepa altamente contagiosa transmitida por fluidos corporais.
O surto já se espalhou para Uganda e colocou a região em alerta. Testes laboratoriais confirmaram a presença do vírus Bundibugyo, uma variante menos comum em surtos anteriores no país e para a qual não existem vacinas ou tratamentos autorizados. As autoridades também demonstram preocupação com a proximidade das áreas afetadas em relação a Uganda e ao Sudão do Sul.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), este é o 17º surto de Ebola registrado no Congo desde o surgimento da doença, em 1976. A OMS informa que existem três tipos de vírus responsáveis pelos grandes surtos da doença: o vírus Ebola, o vírus Sudão e o vírus Bundibugyo. A taxa média de letalidade é de 50%, mas já variou entre 25% e 90% em surtos anteriores.
A transmissão pode ocorrer de animais para humanos por meio do contato com sangue, fluidos ou secreções de animais infectados, como morcegos, chimpanzés, gorilas, macacos, antílopes e porcos-espinhos. Entre humanos, o contágio ocorre por contato direto com sangue ou fluidos corporais de pessoas infectadas, além de objetos e superfícies contaminadas.
De acordo com a OMS, o período de incubação varia entre dois e 21 dias, e a transmissão só ocorre após o aparecimento dos sintomas. Entre os principais sinais da doença estão febre, fadiga, dores musculares, dor de garganta, vômitos, diarreia, dor abdominal, erupções cutâneas, disfunção renal e hepática, além de alterações neurológicas, como confusão, irritabilidade e agressividade.
