Início CIENTEC Telescópio James Webb detecta maior evidência de vida alienigêna

Telescópio James Webb detecta maior evidência de vida alienigêna

Telescópio James Webb, o mais potente já criado - Imagem Reprodução/NASA

 

Cientistas da Universidade de Cambridge identificaram possíveis evidências de vida no exoplaneta K2-18b, localizado a 119 anos-luz da Terra. Usando dados do Telescópio Espacial James Webb, os pesquisadores detectaram na atmosfera do planeta moléculas de dimetilsulfeto (DMS) e dimetil dissulfeto (DMDS), compostos que na Terra são produzidos apenas por organismos vivos. A descoberta, publicada na revista The Astrophysical Journal Letters, representa o indício mais forte já encontrado de vida extraterrestre, embora ainda necessite de confirmação.

O planeta, 2,5 vezes maior que a Terra e com potencial presença de oceanos, apresentou concentrações desses gases milhares de vezes superiores às encontradas em nosso planeta. “Se confirmada a origem biológica, K2-18b estaria repleto de vida”, afirmou o líder da pesquisa, Nikku Madhusudhan. Os dados atuais têm 99,7% de confiabilidade (três sigma), mas os cientistas buscam alcançar o padrão ouro de 99,99999% (cinco sigma) para validar a descoberta.

A comunidade científica mantém cautela, pois processos geológicos desconhecidos poderiam explicar a presença dessas moléculas. Alguns pesquisadores sugerem que o planeta pode ter um oceano de rocha derretida ou ser um mini gigante gasoso, hipóteses que contestam a possibilidade de vida. “Precisamos descartar todas as explicações não biológicas antes de qualquer conclusão”, destacou Catherine Heymans, astrônoma da Universidade de Edimburgo.

A equipe de Cambridge planeja novos estudos para confirmar os resultados dentro de 1 a 2 anos. Madhusudhan acredita que esta pode ser a primeira etapa para responder se estamos sozinhos no universo: “Estamos diante de um potencial marco na busca por vida extraterrestre”. Enquanto isso, o debate científico sobre a natureza de K2-18b continua intenso, com diferentes grupos analisando os mesmos dados do telescópio espacial.

Com informações da NASA e Universidade de Cambridge