A indefinição sobre a formação da chapa governista na Bahia tem provocado desgaste dentro da base aliada do governador Jerônimo Rodrigues. O adiamento do anúncio, inicialmente previsto para o fim de março, abriu uma nova frente de tensão, especialmente com lideranças do MDB, que demonstram insatisfação com a condução do processo.
A mudança no calendário foi reforçada pelo secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, ao afirmar que a definição da chapa deve ocorrer apenas em agosto. “A gente só fecha a chapa em agosto”, declarou. A estratégia do governo seria ganhar tempo para acomodar interesses partidários e fortalecer alianças em um cenário político ainda em construção.
A posição, no entanto, não foi bem recebida por uma das principais lideranças do MDB na Bahia, Geddel Vieira Lima. Irritado com a possibilidade de adiamento, ele reagiu de forma direta: “Não será então com o MDB na chapa. Essa declaração é uma pilhéria. Basta”. A fala indica um possível afastamento do partido da base governista, caso o cronograma seja mantido.
O episódio evidencia o clima de instabilidade entre os aliados e pressiona o Palácio de Ondina a antecipar decisões para evitar perdas políticas. Enquanto isso, Jerônimo segue tentando administrar os interesses dentro da base, em meio a divergências que podem impactar diretamente a composição para as eleições de 2026.
