O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta terça-feira (14) o presidente da Argentina, Javier Milei, na Casa Branca. O encontro tratou de um pacote de US$ 20 bilhões em apoio financeiro, mas Trump deixou claro que a continuidade do plano dependerá do desempenho do governo argentino nas eleições legislativas marcadas para o próximo dia 26.
Segundo o republicano, a ajuda será mantida apenas se Milei conquistar maioria no Congresso. “Se ele perder, não seremos generosos com a Argentina”, afirmou Trump.
O pacote prevê um acordo de swap cambial, mecanismo pelo qual os Estados Unidos emprestariam dólares ao Banco Central argentino para reforçar as reservas internacionais, estabilizar o peso e conter a fuga de capitais.
A medida ocorre em meio a uma crise prolongada no país vizinho. Apesar de avanços recentes, como a redução da inflação de cerca de 300% ao ano para 30% e a obtenção de superávit fiscal, a Argentina ainda enfrenta recessão, desemprego elevado e queda na renda da população.
O movimento também tem repercussões geopolíticas. Analistas avaliam que a iniciativa busca reforçar a presença norte-americana na América Latina e limitar a influência da China na região.
Internamente, Trump enfrenta críticas de opositores democratas, que acusam o governo de “financiar um aliado ideológico” em meio ao impasse orçamentário que mantém parte da máquina pública paralisada.
