A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (18), uma nova operação em Brasília com alvos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ofensiva foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e incluiu mandados de busca e apreensão tanto na residência do ex-chefe do Executivo quanto em endereços associados ao PL, legenda da qual faz parte.
De acordo com fontes próximas ao ex-presidente, Bolsonaro estava em casa, no bairro Jardim Botânico, no momento da chegada dos agentes. Ele foi levado à sede da Polícia Federal, onde passou por procedimentos de monitoramento, incluindo a instalação de tornozeleira eletrônica.
Além disso, Bolsonaro foi alvo de medidas cautelares determinadas pelo STF: ele está proibido de sair de casa no período entre 19h e 7h e não poderá manter contato com embaixadores, diplomatas, nem frequentar representações diplomáticas. O ex-presidente também está impedido de se comunicar com outros réus e investigados envolvidos no mesmo processo.
O ex-chefe do Executivo também não poderá se comunicar com seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está ‘autoexilado’ nos Estados Unidos.
Segundo informações de bastidores, uma das preocupações do Supremo diz respeito a uma possível tentativa de Bolsonaro de buscar asilo político nos Estados Unidos, com apoio do ex-presidente Donald Trump. O receio se intensificou após o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, intensificar articulações políticas no exterior.
A operação acontece em meio à fase decisiva do processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado no país. A investigação aponta que, após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022, Bolsonaro teria participado de articulações junto a militares e aliados civis para impedir a posse do atual presidente.
O caso é conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes e inclui diversos elementos considerados comprometedores para a defesa do ex-presidente, como áudios, vídeos, depoimentos e delações premiadas — entre elas a do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que colaborou com as investigações.
