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Venda irregular de camarote no Morumbis por diretores provoca crise interna no São Paulo

Estádio do Morumbi Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Um caso envolvendo a comercialização irregular de um camarote no estádio do Morumbis gerou forte repercussão nos bastidores do São Paulo Futebol Clube nesta segunda-feira (15). O episódio envolve dois integrantes da diretoria e veio à tona após a divulgação de áudios que indicam a negociação clandestina de ingressos.

Segundo informações reveladas pelo portal ge, o diretor adjunto das categorias de base, Douglas Schwartzmann, e a diretora feminina, cultural e de eventos, Mara Casares, teriam participado da negociação de entradas para um camarote localizado ao lado do espaço reservado à presidência. O local teria sido cedido por Marcio Carlomagno, CEO do clube e apontado como possível candidato à presidência em 2026.

O caso remonta a fevereiro deste ano, durante o show da cantora Shakira no Morumbis. Conforme consta em um processo que tramita na 3ª Vara Cível do Foro Regional da Vila Prudente, o direito de uso do camarote foi repassado a uma intermediária, identificada como Rita de Cássia Adriana Prado. Ela teria arrecadado mais de R$ 130 mil com a venda dos ingressos, comercializados por valores superiores a R$ 2 mil cada.

O esquema começou a ser exposto após um conflito entre a intermediária e outra empresária, Carolina Lima Cassemiro. Rita acionou a Justiça alegando que Carolina teria retirado um envelope com cerca de 60 ingressos sem autorização, além de não ter quitado integralmente o valor combinado. O caso também foi registrado em boletim de ocorrência na Polícia Civil.

A partir daí, segundo os autos, Douglas Schwartzmann e Mara Casares teriam pressionado Rita para que desistisse da ação judicial, temendo que o caso tornasse pública a venda irregular do camarote. Conversas telefônicas entre os envolvidos foram gravadas e posteriormente divulgadas, evidenciando a admissão de que a operação ocorreu fora dos padrões legais do clube.

A repercussão levou conselheiros do São Paulo a se mobilizarem, inclusive com pedidos de afastamento do presidente Julio Casares. Mara Casares, por sua vez, se manifestou por meio das redes sociais, rebatendo as acusações.

Diante da divulgação do material, o São Paulo se posicionou oficialmente. Em nota, o clube informou que tomou conhecimento do conteúdo por meio da imprensa e que iniciou a apuração dos fatos. A diretoria também confirmou que Douglas Schwartzmann e Mara Casares solicitaram licença de seus cargos enquanto o caso é investigado.

O estatuto do São Paulo prevê punições que vão desde advertência e suspensão até perda de mandato e exclusão do quadro associativo, em casos de infrações que causem prejuízo à imagem da instituição. O desfecho do episódio dependerá da conclusão das apurações internas e do andamento do processo judicial.

Um caso envolvendo a comercialização irregular de um camarote no estádio do Morumbis gerou forte repercussão nos bastidores do São Paulo Futebol Clube nesta segunda-feira (15). O episódio envolve dois integrantes da diretoria e veio à tona após a divulgação de áudios que indicam a negociação clandestina de ingressos.

Segundo informações reveladas pelo portal ge, o diretor adjunto das categorias de base, Douglas Schwartzmann, e a diretora feminina, cultural e de eventos, Mara Casares, teriam participado da negociação de entradas para um camarote localizado ao lado do espaço reservado à presidência. O local teria sido cedido por Marcio Carlomagno, CEO do clube e apontado como possível candidato à presidência em 2026.

O caso remonta a fevereiro deste ano, durante o show da cantora Shakira no Morumbis. Conforme consta em um processo que tramita na 3ª Vara Cível do Foro Regional da Vila Prudente, o direito de uso do camarote foi repassado a uma intermediária, identificada como Rita de Cássia Adriana Prado. Ela teria arrecadado mais de R$ 130 mil com a venda dos ingressos, comercializados por valores superiores a R$ 2 mil cada.

O esquema começou a ser exposto após um conflito entre a intermediária e outra empresária, Carolina Lima Cassemiro. Rita acionou a Justiça alegando que Carolina teria retirado um envelope com cerca de 60 ingressos sem autorização, além de não ter quitado integralmente o valor combinado. O caso também foi registrado em boletim de ocorrência na Polícia Civil.

A partir daí, segundo os autos, Douglas Schwartzmann e Mara Casares teriam pressionado Rita para que desistisse da ação judicial, temendo que o caso tornasse pública a venda irregular do camarote. Conversas telefônicas entre os envolvidos foram gravadas e posteriormente divulgadas, evidenciando a admissão de que a operação ocorreu fora dos padrões legais do clube.

A repercussão levou conselheiros do São Paulo a se mobilizarem, inclusive com pedidos de afastamento do presidente Julio Casares. Mara Casares, por sua vez, se manifestou por meio das redes sociais, rebatendo as acusações.

Diante da divulgação do material, o São Paulo se posicionou oficialmente. Em nota, o clube informou que tomou conhecimento do conteúdo por meio da imprensa e que iniciou a apuração dos fatos. A diretoria também confirmou que Douglas Schwartzmann e Mara Casares solicitaram licença de seus cargos enquanto o caso é investigado.

O estatuto do São Paulo prevê punições que vão desde advertência e suspensão até perda de mandato e exclusão do quadro associativo, em casos de infrações que causem prejuízo à imagem da instituição. O desfecho do episódio dependerá da conclusão das apurações internas e do andamento do processo judicial.