Em Joinville, Santa Catarina, o vereador Mateus Batista (União Brasil), ligado ao MBL, provocou controvérsia ao apresentar um projeto de lei que pretende restringir a entrada de migrantes vindos do Norte e Nordeste do país. O parlamentar justificou a iniciativa alegando que a cidade poderia se tornar “um grande favelão” sem controle do fluxo migratório, uma declaração que gerou críticas imediatas nas redes sociais.
O projeto prevê que novos moradores de Joinville comprovem residência no município em até 14 dias após a mudança, sob risco de não terem permanência legal. Batista argumenta que Santa Catarina “paga a conta duas vezes”, contribuindo para a arrecadação federal e ainda precisando lidar com a chegada de migrantes vindos de regiões que considera “mal administradas”.
Em publicações nas redes sociais, o vereador relaciona a migração a problemas sociais, sobrecarga de serviços públicos e desordem urbana. “Enquanto Brasília suga nossos impostos e devolve menos da metade, estados mal administrados como o Pará empurram sua população pra cá. O resultado? Congestionamentos, serviços públicos sobrecarregados e aumento da desordem social. Se não controlarmos o fluxo migratório, Santa Catarina vai explodir!”, escreveu.
Além disso, Batista citou experiências internacionais como referência para a proposta e afirmou ter apoio do deputado federal Kim Kataguiri (União-SP). Durante sessão na Câmara de Vereadores, o parlamentar criticou diretamente o estado do Pará, dizendo que “Belém tem 57% da sua população favelizada” e classificou a gestão estadual como “um lixo”. Tais declarações foram amplamente consideradas xenofóbicas e preconceituosas.
A proposta e as declarações do vereador provocaram repercussão nacional. Usuários das redes sociais, políticos e líderes comunitários criticaram duramente a medida, destacando o risco de estimular preconceito regional e discriminatório contra nordestinos e nortistas.
