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Vereador denúncia supostas fraudes orçamentárias na Câmara de Feira

Por Redação – Foto Paulo José/Acorda Cidade


O vereador de Feira de Santana, José Carneiro (UB), denunciou em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (19), supostas irregularidades cometidas na gestão orçamentária da Câmara Municipal da cidade.

Presidida pela vereadora Eremita Mota (PP), Carneiro apontou que há 40 dias atrás, tomou conhecimento e buscou provas das supostas irregularidades contratadas pela presidente Emérita, e deu entrada no Ministério Público e no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

Segundo o vereador José Carneiro, Eremita contratou servidores para trabalhar na Escola Parlamentar, e até o momento não existe informações sobre quem são os alunos ou onde ocorreram as aulas. José Carneiro também revelou que a escola legislativa gastou aproximadamente 340 mil reais durante a presidência de Eremita.

“A escola parlamentar foi criada através de uma resolução do ano de 2021 na gestão do presidente Fernando Torres. Essa escola teria que ser regularizada, o que não aconteceu durante o mandato do vereador Fernando Torres, mas também nesse período não contratou ninguém. Agora, na gestão de Eremita, ela contratou pessoas, inclusive contratou 47 servidores em um mês e mais 33 em outro, e eu pergunto onde estão sendo dadas as aulas, quem são os alunos, quem realmente tomou esse curso”, contou Carneiro.

José Carneiro também questionou os gastos com a reforma do prédio da Câmara Municipal que custariam mais de 5 milhões e 400 mil reais, no prédio que segundo o edil, é avaliado em média de 2 milhões de reais.

Ainda na coletiva, Carneiro falou sobre supostos pagamentos indevidos do cartão alimentação.

“As notas fiscais de fevereiro a abril, somados todos os servidores da Câmara que possuem o benefício do cartão alimentação, se gastariam em média de 3 milhões e 707 mil reais. No entanto, as notas pagas somam um total de 4 milhões e 916 mil reais, dando uma despesa superior a um milhão de reais”.

José carneiro falou de possíveis irregularidades na criação de um Diário Oficial paralelo dentro da Câmara de Vereadores de Feira.

“O diário oficial foi criado em dezembro de 2023, um diário paralelo que nós entendíamos que era ilegal, pois o diário oficial é um instrumento de transparência onde os poderes publicam os seus atos. A partir do momento que a Câmara cria um diário paralelo, quem manuseia são pessoas subordinadas à presidência, então pode publicar um contrato hoje e amanhã deletar. Entrei com uma ação no MP e no TCM e conseguimos a proibição de publicações no diário paralelo. Então, a presidência da Câmara voltou a publicar no diário oficial verdadeiro, mas continuam publicando no diário paralelo, que foi criado e teve gastos. Fiz um requerimento para saber sobre esses gastos e nunca tive respostas”, denunciou.