Ondas de até dez metros de altura causaram estragos ao longo da costa da Itália desde segunda-feira (19), após a passagem de um ciclone pelo Mediterrâneo. Nesta quarta-feira (21), o Departamento de Proteção Civil colocou as regiões da Sicília, Sardenha e Calábria em alerta vermelho, o nível máximo de risco, diante da gravidade da situação.
A Sicília concentrou os impactos mais severos. O mar invadiu ruas, residências e estabelecimentos comerciais, provocando danos materiais e obrigando a atuação emergencial das autoridades. Segundo o governador da Sicília, Renato Schifani, os prejuízos iniciais já superam 500 milhões de euros, cerca de R$ 3 bilhões.
Nas regiões da Sardenha e da Calábria, no sul do país, também foram registrados problemas como estradas interditadas, danos em estruturas próximas ao litoral e dificuldades na navegação. Ao todo, 1.480 bombeiros foram mobilizados para atender ocorrências nas três áreas afetadas.
Diante do cenário, a Proteção Civil adotou medidas preventivas, incluindo a retirada de moradores de áreas consideradas de risco e o fechamento de vias à beira-mar. Em algumas cidades da Sicília, aulas e atividades públicas foram suspensas como forma de reduzir a exposição da população aos efeitos do mau tempo.
De acordo com os serviços meteorológicos italianos, o fenômeno foi provocado pelo ciclone “Harry”, que registrou rajadas de vento de até 150 km/h, além de alagamentos e deslizamentos de terra.
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