Questionado a respeito da contratação da dupla Victor & Léo para o São João da cidade, o prefeito de Jequié, Zé Cocá, admitiu que deve analisar a situação. O pré-candidato a vice-governador da Bahia na chapa de ACM Neto (UB) afirmou desconhecer a acusação de violência doméstica contra o cantor Victor Chagas, que ganhou repercussões nacionais em 2017 e teve condenação em 2020.
“Essa questão da violência doméstica é uma coisa que a gente é contra. Realmente, não pode nem pensar em acontecer. No Brasil, infelizmente, isso tem crescido. […] Não chegou pra gente informação nenhuma [sobre a acusação contra Victor], mas podemos procurar pra gente avaliar o que foi que aconteceu”, disse Zé Cocá.
A declaração aconteceu nesta quinta-feira (28), quando Zé Cocá recebeu a Comenda 2 de julho, da Assembleia Legislativa da Bahia.
Em 2017, Poliana Bagatini, que estava grávida, registrou um boletim de ocorrência acusando Victor Chagas de tê-la jogado no chão e a chutado no elevador. Câmeras de segurança do prédio registraram a briga e confirmaram a versão.
O cantor foi indiciado por vias de fato, quando um ato de violência não deixa lesões corporais, e condenado em primeira instância em 2019. Posteriormente, desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais o condenaram em segunda instância.
Apesar disso, o STJ encerrou o processo criminal em 2025, após reconhecimento de prescrição da pretensão punitiva. A decisão foi do ministro Messod Azulay, que determinou o arquivamento do processo.
Isso aconteceu porque a pena máxima para vias de fato é de três meses de prisão, cujo prazo prescricional é de três anos. Desse modo, dado o período transcorrido entre a condenação e o julgamento, o ministro extinguiu a punibilidade.
Mesmo com a decisão sobre a punição, ficou comprovado que Victor agrediu Poliana Bagatini, equadrando-se na Lei Maria da Penha.
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