O senador e candidato à reeleição ao Senado Federal, Jaques Wagner (PT), criticou a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), que buscava apurar os procedimentos envolvendo a troca de mensagens dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça com Vorcado, no âmbito do caso Master.
Em entrevista à Rádio Metrópole nesta quarta-feira (16), Wagner classificou a sessão como um “Big Brother” e defendeu que a discussão no plenário do Supremo seja retomada apenas após as eleições. Para o petista, o episódio expôs uma disputa interna na Corte e acabou prejudicando a democracia.
“Ficou claro que está havendo contaminação eleitoral na decisão de alguns ministros daquela Corte. Por mim, parava. Deixa o povo escolher e, depois das eleições, vão lá debater esse tema”, afirmou.
Inédita sessão extraordinária do STF terminou sem uma decisão definitiva. O ministro Flávio Dino pediu vista depois de uma série de discussões, momentos de tensão e troca de farpas entre integrantes da Corte.
Durante a entrevista, o candidato petista e ex-governador da Bahia avaliou que a decisão de Dino de interromper o julgamento pode ajudar a reduzir a tensão entre os ministros.
“Ainda bem que o ministro Flávio Dino pediu vista, porque pelo menos suspendeu para baixar a bola, as pessoas se conversarem e poder chegar a uma decisão”, disse.
Wagner também criticou a forma como o debate ocorreu no plenário do STF. Para o senador, o confronto entre os ministros transformou a sessão em um espetáculo que pode desgastar a imagem da instituição.
“Debate não é para ser aquele Big Brother que foi ontem, aquele pugilato, um aponta o dedo, outro aponta o dedo. Isso é ruim para a democracia”, afirmou.
“Quem assistiu ao debate deve dar uma depressão: ‘Esse é meu país? Minha Suprema Corte?’. Isso é ruim para a democracia. Debate de ideias não é para ser aquele Big Brother que foi ontem”, acrescentou.
