Início Política Wagner cobra isenção na construção do PL Antifacção

Wagner cobra isenção na construção do PL Antifacção

Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza reunião deliberativa.Em pronunciamento, à mesa, relator da CAE, senador Jaques Wagner (PT-BA).Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT) comentou a forma como o PL Antifacção vem sendo conduzido na Câmara dos Deputados e disse esperar que o Senado consiga “arrendondar” o texto caso ele chegue com problemas. Em conversa com o Notícias da Bahia, o petista comentou a escolha do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) como relator, feita pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e afirmou que o debate não pode ser capturado por disputas eleitorais.

Wagner ponderou que não pretende atacar a decisão de Motta, mas reconheceu o “estranhamento” causado. Vale ressaltar que o texto do projeto já foi alterado quatro vezes.

“Eu não quero criticar o presidente (Hugo Motta), porque é uma prerrogativa do presidente. Óbvio que soa estranho, porque ele não estava no exercício do mandato. Estava com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Mas é um direito do regimento que o presidente escolha o relator. Mas acaba sendo uma movimentação que chamou a atenção”, afirmou.

O senador destacou que a indicação ocorreu justamente em um momento eleitoral delicado. “Que ele serve uma pessoa que é cotada para uma eventual candidatura, seja ela qual for hoje. Candidato à eleição, até de presidente da república. E chama para um tema que hoje é o único… eu diria assim, é o problema maior que o país enfrenta. O mundo enfrenta, que é a questão da segurança”, disse.

Wagner também criticou a primeira versão do relatório apresentada por Derrite. “E ele começou muito mal na experiência. Ele excluiu a Polícia Federal do texto. Acabou que apoiaram muito pela rede, pela imprensa. Disseram que recuaram. Espero que ele faça um texto e chegue mais redondo no Senado. Mas se chegar quadrado, a gente irá lá, redondo o texto”, afirmou.

Questionado sobre o que falta para melhorar a proposta, o senador respondeu que o maior problema tem sido a contaminação político-partidária do debate.

“É a gente tirar a disputa política partidária, que é muito bem-vinda, que é a festa da democracia. Ano que vem, o povo vai para as ruas para dizer quem quer governar o país, o Estado, os deputados federais e senadores. Agora, querer botar nesse tema a disputa política partidária… como se isso fosse um problema do partido. Isso não é, isso é um problema da sociedade”, declarou.

 

*Com informações do repórter Wandel Cerqueira