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Wagner critica proposta de anistia e diz que é um incentivo a “novas badernas”

Jaques Wagner - Foto: Alessandro Dantas

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, criticou nesta quinta-feira (11) a proposta de anistia aos envolvidos na trama golpista de 8 de Janeiro. Em entrevista à rádio Andaiá FM, de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, ele afirmou: “Anistia é um incentivo a novas badernas como o 8 de Janeiro”.

Wagner destacou que a proposta enfrenta resistência entre parlamentares do campo democrático. Ele lembrou que a Lei da Anistia, aprovada em 1979, teve um contexto diferente, voltado para encerrar o período de repressão política no país. “Em 1979, a Lei da Anistia veio para encerrar um ciclo histórico de triste memória, que deixou muitos presos e assassinados, e abrir caminho para voltar ao período democrático”, disse.

O senador ressaltou ainda que não houve um ciclo histórico encerrado em 8 de Janeiro. “Qual foi o ciclo histórico encerrado em 8 de janeiro? Nenhum, a vida democrática continuou normalmente. Anistia pressupõe que se anistie um lado e outro que estavam brigando. Que dois lados que existem aí? Só tem um, dos que tentaram agredir a democracia”, afirmou.

Wagner concluiu destacando a necessidade de união das forças progressistas para proteger a democracia. “Eu sou do PT, mas antes de ser do PT, sou um democrata. Sem democracia, não tem partido político, não tem eleição para prefeito, para governador, para presidente da República. Eu acho que é o momento de nós todos, que temos racionalidade, de fazer como nas Diretas Já: se unir em defesa da democracia do Brasil.”