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Wagner gera crise no PT nacional ao defender extermínio do Hamas

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Foto: Ascom

 

A declaração do senador Jaques Wagner (PT-BA), sobre o Hamas, proferida durante uma sessão solene no Senado, provocou a reação imediata de setores internos do Partido dos Trabalhadores. O parlamentar defendeu o extermínio do grupo em discurso que homenageava as vítimas dos ataques de 7 de outubro em Israel.

Em seu pronunciamento na última terça-feira (07), o senador, que é de origem judaica, classificou os ataques do Hamas como “covardes” e afirmou que o grupo “deve ser exterminado”. Jaques Wagner também diferenciou o Estado de Israel do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que é judeu, não compareceu à sessão.

A declaração do senador foi alvo de um nota de repúdio do Núcleo Palestina do PT de São Paulo. O grupo afirmou que a fala “envergonhou os/as petistas” e vai contra a posição histórica do partido. Em comunicado, o núcleo argumentou que “o HAMAS não é considerado um grupo terrorista nem pelo Brasil nem pela ONU” e que a defesa armada é um direito de um povo ocupado, conforme a ONU. Eles concluíram que a fala do senador “caminha em sentido oposto ao esforço histórico empreendido pelo governo brasileiro” em favor da paz. Confira a nota na íntegra:

Nota de Repúdio sobre as declarações do Senador Jacques Wagner PT/BA

São Paulo, 08 de Outubro de 2025.

O Núcleo Palestina do PT vem a público repudiar as declarações pró sionistas feitas pelo Senador Jacques Wagner (PT/BA) no dia de ontem (07/10) em sessão solene no Senado : “Hamas tem que ser exterminado”.

Um parlamentar com a sua experiência não pode alegar ignorância do artigo 81 da ONU que garante a um povo ocupado a defesa, ainda que armada, do seu território. O Senador parece esquecer que o HAMAS não é considerado um grupo terrorista nem pelo Brasil nem pela ONU e sim um grupo político que venceu as eleições em Gaza e segue cumprindo o seu papel: defender o povo que o elegeu.

Esquece o Senador que o próprio ente sionista admitiu saber que no dia 7 de outubro haveria uma ação do Hamas de reintegração de posse de suas terras ilegalmente invadidas. A História não perdoa aqueles que são complacentes com um genocídio.

Temos certeza de que a fala do Senador envergonhou os/as petistas e também ao Presidente Lula que desde a primeira hora tem posto seu governo a serviço da defesa do povo Palestino.

Portanto, as declarações do senador Jacques Wagner caminham em sentido oposto ao esforço histórico empreendido pelo governo brasileiro no sentido de trabalhar pela paz e pela superação dos conflitos, não só o que acontece em Gaza, mas sim em todos os quadrantes do globo.

A atuação brasileira se pauta pelo diálogo, nunca pela retórica bélica, o que torna a fala do senador ainda mais absurda. Desta forma reiteramos nosso repúdio público à declaração do Senador Jaques Wagner que ao ignorar o genocídio ao povo palestino defende o sionismo e sua prática abominável.

Núcleo Palestina Partido dos Trabalhadores