Nem um dos próprios fundadores do partido Novo, empresário João Amoêdo, aturou a primeira sabatina eleitoral da TV Globo, que teve a participação do candidato Romeu Zema (Novo). Através das redes sociais, Amoêdo teceu críticas ao partido que segue apostando num presidenciável com menos de 2% nas pesquisas.
“No início do partido Novo, nosso maior desafio era ter espaço na mídia para divulgarmos nossas ideias. O Novo, entretanto, mudou tanto e ficou tão ruim que hoje não aparecer é a melhor coisa que pode acontecer ao partido”, escreveu.
Ainda durante a realização do primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República, na TV Bandeirantes, o postulante Zema optou por não participar da disputa de temas com os demais presidenciáveis, após saber da desistência de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Novamente a atitude do mineiro gerou críticas pesadas por parte do fundador do Novo.
“[…] Já a desistência de Zema, que tem apenas 2% nas pesquisas e a obrigação de divulgar o seu partido, não tem lógica. O único motivo racional seria o reconhecimento da equipe do candidato do seu despreparo”, escreveu Amoêdo, no último domingo (23).
O desempenho de Zema durante a sabatina gerou grande repercussão nas redes sociais, como na gafe cometida após responder uma pergunta feita por Renata Vasconcellos – apresentadora do Jornal Nacional, sobre o aumento de feminicídio em Minas Gerais durante o seu mandato como governador.
Zema simplesmente iniciou a resposta da seguinte maneira: “uma série de programas contra as mulheres, que inclusive levei adiante”.
📽️ Confira:
“Eu tenho uma série de programas contra as mulheres.” (Zema) pic.twitter.com/9XwRSk6Kzn
— Lázaro Rosa 🇧🇷 (@lazarorosa25) August 25, 2026
Em um outro momento da sabatina na emissora carioca, Zema defendeu as privatizações das empresas públicas e a adoção do modelo “Estado mínimo”. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, rebateu as declarações do ex-governador de Minas Gerais, sem citar o nome do presidenciável.
“O partido se chama Novo, mas essa é uma ideia velha que não deu certo. Nós precisamos de um Estado forte e um mercado forte, mercado regulado, com uma concorrência justa, trabalhando junto, em parceria”, afirmou Mercadante, durante uma agenda em Curitiba, no Paraná.
“Tem coisas que só o Estado faz e precisa de empresas estatais estratégicas como o BNDES e a Petrobras”, rebateu o presidente.
