O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), criticou a qualidade do transporte público da capital baiana ao destacar o subsídio aprovado pelo Legislativo como um dos projetos de maior impacto social do ano. A declaração foi dada em resposta ao Notícias da Bahia, na manhã desta terça-feira (16), em Salvador.
Muniz afirmou que o subsídio evitou que a população enfrentasse um aumento no valor da passagem e classificou o serviço como incompatível com o preço atualmente cobrado. “A população de Salvador tem um transporte público ruim, com uma qualidade que não condiz com o valor que é cobrado hoje. Se fosse mais caro, seria algo que a população não merece”, disse.
O projeto citado pelo presidente da Câmara autoriza a concessão de R$ 67 milhões em subsídio ao sistema de transporte público da cidade, sendo R$ 63 milhões destinados às concessionárias de ônibus e R$ 4 milhões ao Sistema de Transporte Complementar (Stec), conhecido como “amarelinhos”. A proposta foi aprovada em novembro, com a participação de 39 dos 43 vereadores.
Segundo Muniz, a medida foi debatida com diferentes setores antes da votação e teve como objetivo evitar um cenário ainda mais negativo para os usuários. “Antes de votarmos esse projeto, pensamos muito e conversamos com todas as partes para que ele realmente beneficiasse a população. O que fizemos foi impedir que Salvador tivesse um transporte ainda mais caótico e mais caro do que já é hoje”, concluiu.
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