O ator baiano Wagner Moura, que voltou a ganhar projeção internacional ao protagonizar o filme O Agente Secreto — trabalho que lhe rendeu um Globo de Ouro — pode receber mais uma importante homenagem. A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) analisa um projeto que propõe a concessão da Comenda 2 de Julho ao artista, uma das mais altas honrarias do Parlamento baiano.
A iniciativa é da deputada estadual Fátima Nunes (PT), vice-presidente da ALBA. No texto, a parlamentar ressalta a relevância da trajetória de Wagner Moura para a cultura da Bahia e do Brasil, lembrando que o ator iniciou sua carreira ainda muito jovem, aos 16 anos, nos palcos teatrais do estado.
Entre os trabalhos destacados está a peça Abismo de Rosas, encenada em 1997 sob a direção de Fernando Guerreiro, que garantiu a Wagner o prêmio de Ator Revelação. Segundo a deputada, esse foi um marco decisivo no início de uma carreira que se consolidaria nacionalmente poucos anos depois.
O reconhecimento em todo o país veio com o espetáculo A Máquina, de João Falcão, apresentado no ano 2000, no qual Moura dividiu cena com Lázaro Ramos e Vladimir Brichta. A montagem abriu caminho para sua entrada no cinema e na televisão. Já em 2007, o ator viveu o personagem Boca no filme Ó Paí, Ó, rodado no Pelourinho, em Salvador, e que se tornou um dos retratos mais populares da cultura baiana no audiovisual.
Na justificativa do projeto, Fátima Nunes destaca que Wagner Moura extrapolou fronteiras e passou a levar a identidade cultural da Bahia para o cenário internacional. Para ela, o artista se tornou um dos grandes embaixadores da produção cultural brasileira no exterior.
A deputada também menciona o posicionamento político e social do ator como parte de sua atuação pública. De acordo com o texto, Wagner Moura tem se destacado por defender a democracia e criticar posturas autoritárias, utilizando sua visibilidade internacional para levantar debates sobre o cenário político brasileiro.
