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“Eu fui traído”, diz Wagner sobre votação no Senado que rejeitou Messias no STF

Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após reunião com Lula
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A história rejeição do Senado ao nome do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda segue repercutindo na política brasileira. Quem comentou sobre o assunto foi o senador Jaques Wagner, que se sentiu traído após o resultado do voto secreto.

Para o parlamentar baiano, o voto secreto “é um convite à traição” e considerou a rejeição ao nome de Messias para o STF como uma “antecipação do processo eleitoral”. As falas de Wagner foram durante uma entrevista para GloboNews, nesta segunda-feira (11).

“Voto secreto é um convite à traição, como sempre se diz na política. Infelizmente nós fomos traídos ou eu fui traído, porque minha conta nunca baixou de 41 votos. Eu disse a muitos dos senadores e senadoras que não era justo deixar uma marca de rejeitado num jovem que é concursado da AGU, que prestou serviço à presidenta Dilma, a mim e ao presidente Lula, e sempre contribuiu muito com o serviço público federal por um projeto em favor do Brasil”, inicia.

E completa: “Mas resolveram fazer daquele episódio uma vingança ou uma antecipação do processo eleitoral”, avaliou.

Conversa de Jaques Wagner com opositores no Senado

Wagner também comentou sobre um vídeo onde mostra ele conversando com Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), membros da oposição.

📽️ Confira o vídeo:

“Todo mundo sabe que eu sou uma pessoa de conversar com todos os membros do Senado, até pra cumprir meu papel de líder. Só porque eu fui conversar com o Flávio, acharam que era um absurdo. Eu subi à mesa para falar com o presidente Davi, que tocou ele com uma relação estressada desde que o presidente indicou o Jorge Messias, e ele acha que a participação foi minha, e subi pedindo a ele para abrir o painel de votação”, explicou.

Vale relembrar que a derrota do Governo Lula no Senado marcou a primeira vez em 132 anos um nome escolhido pela Presidência da República para ocupar uma cadeira no STF é vetado. Nos bastidores, o governo estimava ter o apoio de 45 parlamentares.