Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), apontaram que as exportações baianas tiveram uma queda de 6,1%, no mês de maio. De acordo com a autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), as vendas externas atingiram US$ 815,7 milhões no último mês, sendo o menor valor no ano, em comparação com o mesmo período em 2025.
O indicador baixo nas exportações da Bahia é reflexo de embarques menores (-5,8%) e de preços médios também mais fracos (-0,29%), segundo a SEI.
A redução do volume embarcado no ano chega a 5,7%, puxado pelo refino, que só em maio, reduziu a quantidade embarcada em 83,1%, reflexo de paradas para manutenção e da taxação das exportações de petróleo e derivados implementada pelo governo em março, para proteger o mercado interno diante da crise global do produto após a guerra no Irã, em um momento de crescente demanda do combustível fóssil no país.
Também houve redução, em menor magnitude, nos embarques de celulose (-6,5%); produtos químicos (-8,4%) e derivados de cacau (-14,9%), dentre os mais importantes.
Houve aumento de 26,9% no valor dos embarques da agropecuária na comparação com o mesmo mês do ano passado, impulsionado pelas vendas de soja. Por outro lado, houve recuo de 14,6% na indústria de transformação, devido ao desempenho negativo no refino, celulose e derivados de cacau e nas vendas da indústria extrativa por conta de quedas nas vendas de minério de cobre e níquel.
Tarifaço de Trump afeta exportações baianas para os EUA
No recorte por país, as exportações para China, principal destino dos produtos baianos, houve aumento de 22,1% em maio, em relação ao mesmo mês em 2025. Já para os Estados Unidos, quarto maior destino, as exportações caíram 27,8% no mesmo mês, sendo superado por Canadá e Países Baixos.
Mesmo com a derrubada das tarifas adicionais de importação impostas pelo Governo Trump, por decisão judicial nos Estados Unidos, a participação do país nas exportações baianas seguiu em baixa, caindo de 8% no acumulado até maio de 2025 para 6,3% em igual período deste ano, com tendência de queda ainda maior em função da nova tarifa.
Com base nos embarques ocorridos até maio, a nova tarifa – caso entre em vigor, poderá atingir até cerca de 21% do que a Bahia exporta aos americanos.
As vendas totais para a Ásia caíram no mês passado 6,8%. Na mesma base de comparação, as vendas para a América do Norte cresceram 0,5%, para a América do Sul recuaram 45%. Para a União Europeia houve crescimento de 3,4%.
