As vendas do varejo baiano amargaram queda de 1,5% em abril de 2026, em comparação com março, acompanhando a taxa do cenário nacional (-1,5%). No comparativo do mesmo mês em 2025, as vendas na Bahia tiveram resultado positivo, mas moderada em 0,6%, movimento de expansão que se repete pelo décimo terceiro mês consecutivo.
Na comparação com o país (1,0%), o resultado do varejo baiano foi inferior. No acumulado dos últimos 12 meses, a Bahia e o Brasil registraram crescimento de 3,6% e 1,5%, respectivamente. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/IBGE), divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
De acordo com a pasta, o recuo das vendas no sazonal pode estar relacionado aos efeitos da inflação. Em abril, os grupos que mais influenciaram nos preços foram Alimentos (1,01%) e Habitação (1,50%). No caso de alimentação, houve alívio no aumento dos preços, considerando que em março este segmento havia exercido forte influência.
No comparativo com o ano anterior, o crescimento das vendas pode ser atribuído ao consumo das famílias, principalmente em bens essenciais, favorecido pelo mercado de trabalho relativamente aquecido e de ganhos reais de renda, mesmo com a manutenção das altas taxas de juros restringindo as compras parceladas no cartão de crédito.
Detalhando os recuos no varejo baiano
Ainda detalhando os recuos, na comparação mensal, destaca-se as vendas dos Combustíveis e lubrificantes e outros artigos de uso pessoal e doméstico, impactados pela guerra no Oriente Médio, e da influência dos feriados, como a Semana Santa e Tiradentes, que alteraram o calendário de compras.
As compras dos produtos típicos do período foram antecipadas para março, como no caso a compra de Ovos de Páscoa, produto que costuma influenciar as vendas nas lojas de departamentos contempladas pelos segmentos de ‘Outros artigos de uso pessoal e doméstico’.
No comércio varejista ampliado, que inclui o varejo restrito e mais as atividades de Veículos, motocicletas, partes e peças, Materiais de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, as vendas recuaram 1,8%, em relação ao mês anterior. Na comparação com igual mês do ano de 2025, o crescimento foi 1,3%, resultado que levou ao aumento de 2,4% no acumulado dos últimos 12 meses.
Ainda em relação ao ano passado, observou-se que o indicador no ampliado foi influenciado positivamente pelo comportamento das vendas no restrito, mas também por duas das três atividades que compõem o varejo ampliado, principalmente pela atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (8,5%), seguido por Veículos, motocicletas, partes e peças (3,0%). Ao passo que Materiais de construção recuaram suas vendas em 8,6%
