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“Foi um ato falho do governador”, diz Adolfo Menezes sobre fala de Jerônimo contra bolsonaristas

“Foi um ato falho do governador”, diz Adolfo Menezes sobre fala de Jerônimo contra bolsonaristas
Jesus Souza

O deputado estadual, Adolfo Menezes (PSD), saiu em defesa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) após a repercussão negativa de uma fala do chefe do Executivo baiano que foi interpretada por opositores como um desejo de morte a eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Durante entrevista, o pessedista classificou a fala do governador como um “ato falho”, fruto do improviso, e disse que erros desse tipo são naturais para quem fala em público com frequência.

“Todo homem público que fala de improviso é natural que uma hora, de milhares de discursos que faz, cometa algum erro. O governador já se desculpou publicamente. Foi uma fala mal colocada, mas todos conhecem Jerônimo, um homem temente a Deus, que jamais desejaria a morte de alguém”, afirmou Menezes.

Adolfo também aproveitou para criticar a postura da oposição, que, segundo ele, estaria explorando politicamente a fala de Jerônimo com o objetivo de desgastar sua imagem.

“É natural que a oposição fique fazendo toda essa onda. Isso faz parte da política. Já estamos em clima eleitoral mesmo faltando um ano e meio para a eleição”, comentou.

Comparação com Bolsonaro

Em tom mais contundente, Menezes afirmou que a fala de Jerônimo não se compara às atitudes do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem responsabilizou por milhares de mortes durante a pandemia da Covid-19.

“Muito pior do que isso foi o que Bolsonaro fez quando era presidente, ao não acreditar na vacina, ao dizer que quem tomasse vacina viraria jacaré. Isso sim causou a morte de milhares de brasileiros”, destacou.

Por fim, Adolfo Menezes reiterou que a Bahia conhece o caráter e o trabalho de Jerônimo Rodrigues, e que sua gestão é marcada por simplicidade e dedicação.

“Ele é um homem que trabalha de domingo a domingo. Não faz sentido imaginar que desejaria a morte de alguém por causa de posição política. Estamos em um regime democrático, cada um tem o direito de defender o seu ponto de vista.”