Após se tornar alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, nesta quinta-feira (18), o senador Jaques Wagner (PT) se defendeu das acusações de corrupção. Além disso, ele negou veementemente qualquer relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
“A minha relação com o Daniel Vorcaro é praticamente zero. Eu nunca tive maiores entendimentos com o Daniel. O entendimento foi na venda do Credcesta: o Augusto Lima comprou o Credcesta, na verdade a rede de supermercados, junto com o fundo espanhol. Depois, ele procurou um banco pra ter fluxo de caixa e fazer os empréstimos. Aí que entra o Banco Máxima, na época, e depois o Banco Master”, explicou em entrevista à Band.
Além disso, ele detalhou os encontros que teve com Vorcaro. De acordo com o senador, não passaram de duas ocasiões.
“Eu estive com o Daniel apenas duas vezes. Uma quando ele veio se apresentar por estar entrando de sócio do Augusto Lima na questão do Credcesta. E a segunda quando o Augusto Lima me pediu uma indicação. Ele queria melhorar o nível do banco, queria uma indicação para a área jurídica. O ministro Lewandowski tinha acabado de se aposentar do Supremo por conta dos 75 anos. Foi a segunda vez que eu vi, quando eu fui apresentar o ministro Lewandowski para eles. Só essas duas vezes”, garantiu.
A Operação Compliance Zero é uma investigação em andamento realizada pela Polícia Federal do Brasil, no âmbito do caso que foi denominado na mídia como “escândalo do Banco Master”. Ela elucida, portanto, todas as suspeitas de envolvimento com corrupção e lavagem de dinheiro, ligadas ao banco de Daniel Vorcaro.
