Após se tornar alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, nesta quinta-feira (18), o senador Jaques Wagner (PT) se defendeu das acusações de corrupção. Primeiramente, ele explicou a origem dos $49 mil dólares apreendidos pela PF em sua propriedade.
“Várias vezes viajei para o exterior. Mandei até levantar, de 2019 para cá eu recebi de diárias aproximadamente 70 mil dólares. E outras vezes que eu fui viajar, eu comprei via Banco do Brasil, onde eu tenho conta, dólares ou euro para fazer a viagem. Então eu não tenho nenhuma coisa para esconder nesse dinheiro. Está guardado no cofre porque eu vou viajar e nem sempre eu levo a diária, às vezes eu gasto com cartão e, portanto, o dinheiro está lá”, explicou em entrevista à Band.
“Os envelopes, inclusive, que estavam na casa de Brasília, eram envelopes com o timbre do Senado Federal, que é quando você recebe a diária em espécie em dólar. Então, do ponto de vista do dinheiro, eu estou absolutamente tranquilo. Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos do Master ou do Augusto Lima, então eu estou absolutamente à vontade”, completou o senador.
Apartamento
Além disso, ele também falou sobre o apartamento milionário no Horto Floresto, que também entrou na investigação.
“Sobre o apartamento, na verdade é um apartamento que está em construção, aqui no Horto. Eu tinha interesse de ajudar minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Augusto Lima é um investidor, eu disse a ele: “você pode comprar, depois eu vou recomprar, porque o apartamento está em construção, não está pronto”. E eu teria que vender o apartamento de minha filha para poder complementar e pagar o apartamento ou ela financiar”, detalhou.
Ele concluiu, portanto, que não tem qualquer relação de negócios com o Banco Master ou com o Credcesta, também incluído na investigação.
“Não tem nenhuma transferência de patrimônio para mim, eu não tenho, vou repetir, nenhum negócio com o Master ou com o Credcesta. Nós privatizamos a rede de supermercado Cesta do Povo e essa rede levou junto o cartão. Daí para frente, foi um negócio desenvolvido pelo Banco e pelo próprio Augusto Lima”.
