A bancada da oposição tenta uma nova manobra para não aprovar a PEC proposta pelo Governo Federal, que põe fim a escala 6×1. No Senado, parlamentares assinaram uma proposta que abre brecha para criação da escala 7×0, sob a justificativa de flexibilização das jornadas de trabalho. Pela Bahia, o senador Angelo Coronel (PSD) assinou a proposta.
Ao todo, mais de 40 senadores assinaram o texto, que foi protocolada na última semana, logo após a Câmara dos Deputados aprovarem a PEC de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL) e relatoria do baiano Léo Prates (PDT). Em entrevista ao portal A Tarde, Coronel tentou se justificar.
Para o senador, que pertencia ao grupo governista na Bahia e decidiu apoiar a oposição liderada por ACM Neto nas eleições deste ano – sendo considerado um traidor nos bastidores do PT-BA, é necessária para criar uma alternativa de debate à proposta que prevê o fim da escala 6×1.
“Assinei para abrir as discussões. Acho que, diante de um tema tão sensível como as relações de trabalho, é preciso discutir. Não pode apenas um lado falar. Não pode haver pensamento hegemônico”, afirmou o parlamentar.
E completa: “É uma irresponsabilidade querer politizar um assunto dessa natureza, que mexe com milhões de pessoas, simplesmente visando o voto. É o oportunismo eleitoral”, disparou.
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Segundo Angelo Coronel, a PEC protocolada pelo senador Rogério Marinho (PL) não enfraqueceria a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
“Isso de acabar com a CLT não existe. Hoje, o Brasil já tem uma grande salada de frutas de escalas, com 5×2, 6×1 e 12×36. Em um tema sério como esse, precisamos descer do palanque e conversar com todos os envolvidos”, disse.
O texto ainda precisa ser analisado discutido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, presidida pelo então companheiro de chapa nas últimas eleições, o senador baiano Otto Alencar (PSD).
