Um ataque aéreo israelense nesta quinta-feira (10) matou 15 pessoas, entre elas oito crianças, três mulheres e quatro homens, em frente a um centro de saúde em Deir Al Balah, no centro da Faixa de Gaza. Segundo o Hospital dos Mártires de Aqsa, a vítima mais jovem tinha dois anos, e a mais velha, 14 anos. Equipes médicas e autoridades locais relataram que o ataque ocorreu enquanto civis aguardavam atendimento.
Vídeos obtidos pela CNN mostram crianças ensanguentadas e inconscientes sendo carregadas em carroças, enquanto gritos preenchem o cenário de destruição. O Exército israelense afirmou que o alvo era um militante do Hamas envolvido nos ataques de 7 de outubro de 2023, mas reconheceu relatos de vítimas civis e disse que o incidente está sob análise.
O diretor-geral do Ministério da Saúde de Gaza, ligado ao Hamas, afirmou que o bombardeio aconteceu perto de um centro médico que distribuía fórmula infantil para mães. A organização humanitária americana Projeto HOPE disse que o ataque ocorreu “bem em frente” a uma de suas clínicas, onde pessoas aguardavam tratamento para desnutrição e doenças crônicas. O CEO da entidade, Rabih Torbay, declarou que as coordenadas do local haviam sido repassadas às forças israelenses.
Enquanto isso, Israel ampliou operações terrestres em Gaza, e o Hamas mantém ataques de guerrilha, resultando em mais de 20 soldados israelenses mortos no último mês. Quase 3 mil palestinos perderam a vida no mesmo período, segundo autoridades locais. As negociações em Doha buscam um acordo para libertação de reféns, trégua temporária e ampliação da ajuda humanitária.
No mesmo dia, um israelense de 20 anos morreu em um ataque no cruzamento de Gush Etzion, ao sul de Jerusalém. As Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram que dois palestinos realizaram um ataque combinado com armas de fogo e facas antes de serem neutralizados. A região é um dos principais focos de tensão na Cisjordânia ocupada.
