O procurador-geral da República, Paulo Gonet, está nos ajustes finais de um parecer que pode selar o destino do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) no Supremo Tribunal Federal (STF). Nos próximos dias, Gonet deve apresentar um documento favorável à condenação de Bolsonaro por participação em uma articulação golpista com o objetivo de impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), após as eleições de 2022.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem até segunda-feira (14), para encaminhar as alegações finais ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal que trata do suposto plano para subverter a ordem democrática.
De acordo com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Gonet já teria sinalizado a interlocutores que tensões recentes entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, motivadas pela sobretaxa imposta por Donald Trump a produtos brasileiros, não influenciarão a atuação da PGR no caso.
O julgamento do ex-presidente e de outros envolvidos na trama golpista deve ocorrer na Primeira Turma do STF, com previsão de ser pautado até setembro.
Nos bastidores do Judiciário, a expectativa é de que o parecer de Paulo Gonet seja extremamente rigoroso. Advogados de outros réus acreditam que Bolsonaro pode ser condenado a pelo menos 20 anos de prisão. Já aliados do ex-presidente, mais pessimistas, falam em uma pena que pode chegar a 30 anos, caso o STF acate integralmente os argumentos da PGR.
