A Bahia recebeu autorização para fabricar quatro medicamentos biológicos utilizados em tratamentos oncológicos e de doenças raras, por meio da Bahiafarma. A aprovação dos projetos foi anunciada nesta segunda-feira (24), durante reunião do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (GECEIS), realizada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, com participação do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Os biológicos selecionados são Bevacizumabe, Eculizumabe, Nivolumabe e Pertuzumabe, utilizados em diferentes tipos de câncer e no tratamento da Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN).
Jerônimo ressaltou que o avanço só foi possível devido à preparação técnica e operacional da Bahiafarma nos últimos anos. “A Bahiafarma se preparou para isso e, durante esse período, a gente, tanto na construção quanto na parte de equipamentos e da preparação da mão de obra, montamos uma equipe e estrutura que, agora, concorrendo a essa seleção, a esse concurso de PDP, é uma relação privada para o desenvolvimento, e nós conseguimos aqui hoje com o resultado anunciado pelo Ministério da Saúde junto com um laboratório, aqui de São Paulo, para a produção de medicamentos tanto para o câncer quanto para doenças raras”, afirmou. Segundo ele, a conquista reforça a necessidade de manter aportes financeiros para sustentar a nova etapa de produção: “Nós conseguimos quatro medicamentos que serão produzidos na Bahiafarma, então vai requerer de nós a continuidade dos investimentos”.
Os quatro biológicos integram o conjunto de medicamentos estratégicos adquiridos pelo Ministério da Saúde, e sua produção local reduz dependência externa, amplia autonomia tecnológica e pode gerar impacto direto na rede pública de assistência.
- Bevacizumabe: é usado em terapias para degeneração macular e neoplasias como câncer colorretal e de pulmão;
- Nivolumabe: atende pacientes com melanoma avançado e câncer de pulmão;
- Pertuzumabe: é aplicado em casos de câncer de mama;
- Eculizumabe: é destinado ao tratamento da HPN, considerada uma doença rara.
A parceria estabelecida no âmbito das PDPs envolve transferência de tecnologia entre instituições públicas e laboratórios privados.
Com a integração da Bahiafarma ao projeto, o estado amplia sua participação no Complexo Econômico-Industrial da Saúde e reforça a estratégia nacional de expandir a produção interna de insumos e medicamentos essenciais. A fase de implantação contará com acompanhamento do Ministério da Saúde e seguirá protocolos de certificação para garantir a produção em escala e a entrega à rede pública.
