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CBF cria órgão independente para fiscalizar o Fair Play Financeiro

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Samir Xaud, presidente da CBF - Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A CBF avançou na criação do órgão que será responsável por fiscalizar e aplicar as regras do Fair Play Financeiro no futebol brasileiro. A estrutura, que terá atuação independente e conexão administrativa com a entidade, foi tema da reunião realizada na última semana, na sede da confederação, no Rio de Janeiro. Representantes de clubes, federações, especialistas do setor financeiro e consultores participaram do encontro, que marcou a fase final da formulação do sistema voltado a promover sustentabilidade econômica nas equipes.

Segundo a CBF, o órgão deverá ser formado até o início de 2026 por profissionais do mercado ligados à área econômica, em modelo semelhante ao da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). O Fair Play será implementado gradualmente, permitindo que os clubes se adaptem às exigências relacionadas a controle de gastos, endividamento público e litígios entre instituições. O descumprimento das normas poderá resultar em sanções como multas, restrição para novas contratações, perda de pontos ou, em último caso, rebaixamento — todas aplicadas de forma escalonada.

A confederação já havia tentado adotar medidas semelhantes há uma década, quando criou um regulamento que permitia punições a equipes com salários atrasados, mas a iniciativa teve baixa efetividade. Agora, o novo modelo passa a integrar um regulamento interno e amplia o alcance da fiscalização, o que, segundo a equipe responsável pelo projeto, deve facilitar a execução das penalidades. Os clubes poderão enviar sugestões até sexta-feira (25), e o formato definitivo será apresentado no Summit CBF Academy, marcado para 26 de novembro.