Início Brasil BC decreta liquidação do Banco Pleno, presidido por ex-sócio do Master

BC decreta liquidação do Banco Pleno, presidido por ex-sócio do Master

Executivos do Banco Master, Pleno e Will Bank visitaram o Banco Central 73 vezes
Banco Central - Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e de sua distribuidora de títulos e valores mobiliários. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (18) em Brasília e atinge o conglomerado prudencial Pleno. De acordo com a autoridade monetária, trata-se de um conglomerado de porte pequeno enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial. O Banco Pleno, como instituição líder, representa apenas 0,04% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional.

Anteriormente conhecido como Banco Voiter, a instituição integrou o conglomerado do Banco Master até meados de 2025. O Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, é alvo da Operação Compliance Zero. A investigação apura a concessão de créditos falsos e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília. As fraudes investigadas podem chegar a expressivos R$ 17 bilhões. Atualmente, o Banco Pleno é comandado por Augusto Ferreira Lima, que foi CEO e sócio do Banco Master.

A liquidação extrajudicial foi justificada pelo grave comprometimento da saúde financeira da instituição. “A liquidação extrajudicial [do Banco Pleno e de sua distribuidora] foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição”, explicou o BC em nota oficial. A autoridade também citou a deterioração da liquidez e infrações às normas que disciplinam a atividade. Ademais, houve inobservância das determinações do próprio Banco Central do Brasil.

O Banco Pleno informou ao mercado que possui cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis à garantia. Esses depósitos somam um total de R$ 4,9 bilhões. A instituição afirmou que efetuará os pagamentos conforme as regras do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). “Todos os créditos enquadrados no Regulamento do FGC terão o processo de pagamento iniciado tão logo o levantamento dos dados dos credores seja concluído”, diz o comunicado. O banco orientou os credores a utilizarem o aplicativo do FGC para solicitar a garantia. O valor da garantia ordinária paga pelo FGC é limitado a R$ 250 mil por credor. Em sua nota, o banco também alegou que não faz mais parte do conglomerado Master.