Durante sua visita à Bahia no Carnaval, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foi recebido pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), o que gerou críticas do senador Jaques Wagner (PT) nesta terça-feira (18). Wagner classificou a atitude como uma “grosseria” e comparou com recepções realizadas a Lula em outras cidades.
Segundo Wagner, a ausência de Bruno Reis se destacou porque o prefeito ocupa cargo público e teria obrigação de receber o chefe do Executivo federal. O senador afirmou que a recepção em Pernambuco, onde opositores do governo local receberam Lula, mostra que não há impedimento político para saudar o presidente: “Quem é que não quer ver a presença do presidente da República, independente do partido, numa festa da importância do carnaval de Salvador, chegaram a fechar o camarote da prefeitura?”.
O senador também comentou sobre a postura de ACM Neto (União), ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, dizendo que ele não tem obrigação de receber o presidente por não ocupar cargo público atualmente: “Primeiro, que eu acho até que foi uma grosseria do prefeito, não do ex-prefeito, porque o ex-prefeito não tem cargo nesse momento, não tem obrigação”.
Além da crítica à recepção, Wagner abordou a questão de grupos de interesse na política baiana.“Quando a gente chegou, a gente derrubou a panelinha. Só veio o número de empresários, pequenos e médios, que cresceram com a gente”. Segundo ele, “panelinhas” existiam antes do PT chegar ao governo e não houve favorecimento a empreiteiras durante as gestões petistas. O senador destacou ainda que a imprensa tem acesso livre aos políticos do partido: “Vocês da imprensa são testemunha. Eu nunca fui dar uma entrevista combinando perguntas. Você aqui pergunta o que quiser, porque eu acho que a minha obrigação é responder”.
Com informações do repórter Wandel Cerqueira
