Início Esporte Bobô avalia momento do Bahia e cobra reforços

Bobô avalia momento do Bahia e cobra reforços

Bobô - Foto: Sandra Mercês/NB

Campeão brasileiro em 1988 e ídolo do Bahia, Bobô falou com exclusividade para o NB sobre o momento da equipe tricolor, que acabou de ser eliminado da Sul-Americana. Em entrevista, o ex-jogador destacou a necessidade de reforços e avaliou o planejamento do clube sob o comando de Rogério Ceni.

“O Bahia está vivendo um momento diferente agora, disputando competições internacionais depois de muito tempo. A gente esperava mais tanto na Libertadores quanto na Sul-Americana. Pela qualidade, o time tinha como superar os adversários, mas não aconteceu”, disse Bobô. “O time é bom, mas precisa qualificar o elenco. A janela está aberta e é hora de se movimentar”.

Bobô (1989) – Foto: Divulgação/E.C. Bahia
Planejamento e decisões de Ceni

Bobô apontou dúvidas sobre as prioridades. “O próprio treinador disse que a Copa do Nordeste não era prioridade. Depois, na Sul-Americana, jogou com time reserva aqui em Salvador. Fica a impressão de que o Brasileiro é o foco principal.”

Goleiro

O ídolo tricolor voltou a cobrar participação mais efetiva da gestão. “O City, por ter estrutura e força financeira, tem que estar no planejamento discutindo isso. Não dá para entender, goleiro é o um dos principais jogadores da equipe. Vai se discutir no meio da temporada a contratação de um goleiro para ser titular? Isso é esquisito”.

Desgaste físico dos atletas

O ex-jogador reconheceu o impacto, mas cobrou estrutura. “Todo mundo joga a cada três dias. Um time com o investimento do City tem que ter dois jogadores por posição, com as mesmas características. Não dá para chegar no meio da temporada e discutir contratação de goleiro ou centroavante. Isso tinha que estar no planejamento desde o início”, concluiu.

Situação do elenco e queda de rendimento

Bobô também trouxe a diferença de desempenho entre os titulares e reservas. “Você mexer na equipe e ela cair de produção é um problema. O elenco precisa ser tão bom quanto o time titular. Não adianta disputar cinco competições ao mesmo tempo e não ter peças à altura para manter o nível”, concluiu.

*Informações de Sandra Mercês