
Cientistas brasileiros e internacionais reagiram com forte preocupação ao novo texto da COP30. Eles afirmam que a ausência do termo “combustíveis fósseis” configura um grave retrocesso. Esta omissão, segundo o grupo, ameaça diretamente a meta climática global de 1,5°C.
Os pesquisadores emitiram uma nota conjunta criticando a exclusão. “As palavras ‘combustíveis fósseis’ estão completamente ausentes do texto mais recente”, declararam. Eles destacaram a incoerência, pois muitos países apoiam planos para acabar com essa dependência. Consequentemente, o documento ignora um consenso científico fundamental.
Para os especialistas, a situação representa uma ruptura com a ciência estabelecida. “Isso é uma traição à ciência e às pessoas, especialmente os mais vulneráveis”, afirmam. Eles relacionam a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis com a proteção da vida no planeta. Portanto, sem essa ação, torna-se impossível garantir um futuro climaticamente estável.
A pesquisadora Marina Hirota reforçou o alerta sobre os impactos concretos. Ela afirmou que a exclusão do tema pode intensificar eventos extremos. Gradualmente, a população começará a sentir mais fortemente os impactos socioeconômicos e as perdas e danos.
Com informações da Agência Brasil