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Parlamentares do PL da Bahia criticam decisão do STF que determinou a prisão de Bolsonaro

Capitão Alden, Leandro de Jesus, Diesgo Castro - Foto Divulgação
Parlamentares do PL se manifestaram neste sábado (22) após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O deputado federal Capitão Alden (PL) afirmou que a decisão representa diferença de tratamento em relação a outros episódios políticos. Segundo o parlamentar, “essa decisão afronta inclusive a liberdade religiosa”. Ele comparou a convocação de uma vigília próxima à casa de Bolsonaro com a vigília realizada em Curitiba quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava preso. Alden declarou: “Agora, com Bolsonaro, bastou anunciar uma vigília e, em menos de 24 horas, o STF ordenou a prisão preventiva — sob o argumento genérico de ‘garantia da ordem pública'”.
O deputado também mencionou o episódio envolvendo o monitoramento eletrônico: “o ministro transformou uma simples falha técnica na tornozeleira eletrônica (…) em uma suposta ‘tentativa de fuga’ digna de ficção”, afirmando que “laudos preliminares apontavam pane no equipamento”.
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) também criticou a medida. Em nota enviada à imprensa, ele declarou que a prisão é uma “perseguição política” e afirmou: “Prender Jair Bolsonaro, que é o maior líder político desse país, que enfrentou o sistema, e que está com a saúde fragilizada por conta da facada que o próprio sistema mandou que fizessem, nos causa revolta”.
O deputado estadual Diego Castro (PL) afirmou que a prisão preventiva indica “um cenário de restrições ao direito de defesa no país”. Ele cobrou posicionamento de partidos e lideranças de centro-direita: “Não adianta falar em união para 2026 e permanecer passivo agora. Quem pretende contar com o apoio do eleitorado conservador precisa se posicionar neste momento e defender Jair Bolsonaro”. O parlamentar também declarou: “Eleição sem Jair Bolsonaro não é um processo completo. Estamos falando de princípios básicos como devido processo legal e direito de defesa, que não pertencem a um grupo político, mas à sociedade inteira”.
As declarações ocorreram após a decisão de Alexandre de Moraes, que ordenou a prisão preventiva de Bolsonaro citando violação do equipamento de monitoramento eletrônico e possibilidade de tentativa de fuga.

STF determina prisão preventiva de Jair Bolsonaro