O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) abriu um procedimento de investigação contra o hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está internado. A apuração foi motivada pelo acesso de pessoas à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade, desrespeitando normas técnicas de controle e segurança. Segundo o CRM-DF, os procedimentos de apuração são sigilosos. A informação é da Folha de S.Paulo.
O episódio que gerou o questionamento ocorreu na última quarta-feira (23), quando uma oficial de justiça entrou na UTI para entregar uma intimação a Bolsonaro no processo em que ele é réu por suposta tentativa de golpe de Estado. Imagens divulgadas mostram o ex-presidente em um quarto hospitalar, acompanhado de três pessoas — entre elas, um homem de terno e uma mulher com crachá. Bolsonaro também recebeu aliados, fez uma live e concedeu entrevista ao SBT, o que, segundo aliados, teria causado um pico de pressão.
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Em nota divulgada ao Painel, da Folha, o CRM-DF ressaltou que “as UTIs acolhem pacientes em condições de saúde delicadas, exigindo ambientes rigorosamente controlados para favorecer a recuperação. O aumento no número de pessoas circulando nesses espaços pode comprometer a evolução clínica dos pacientes e aumentar o risco de infecções hospitalares”. Já o Conselho Federal de Medicina (CFM) também se manifestou, lembrando que o acesso a UTIs deve ser feito com autorização médica e o uso de equipamentos de proteção adequados.
O CFM, que tem se alinhado a posições bolsonaristas em pautas como aborto e direitos trans, reforçou em nota que o descumprimento dos protocolos técnicos deve ser investigado pelos conselhos regionais. “O desrespeito a protocolos técnico-científicos de acesso à UTI deve ser apurado pelos Conselhos Regionais de Medicina pelo risco que representa à saúde e à vida dos pacientes”, diz o texto.
