Início Política Conta de luz deve aumentar após Congresso derrubar veto de Lula

Conta de luz deve aumentar após Congresso derrubar veto de Lula

Municípios inadimplentes poderão receber recursos federais
Congresso Nacional - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Congresso Nacional derrubou, nesta terça-feira (17), parte dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Marco Regulatório da Energia Offshore. A decisão dos parlamentares tem impacto direto na conta de luz, que deve ficar mais cara nos próximos anos. Segundo estimativa da Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), os vetos derrubados representam um custo de R$ 197 bilhões até 2050, o que equivale a cerca de R$ 7,5 bilhões por ano.

Os trechos que Lula havia vetado foram considerados “jabutis”, ou seja, inserções sem relação direta com a proposta original. Entre os pontos retomados pelo Congresso estão a prorrogação, por até 20 anos, dos contratos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), usinas de biomassa e eólicas. Também foi restabelecida a possibilidade de que esses contratos tenham novos preços atualizados e recebam descontos tarifários.

Siga nosso Canal no WhatsApp para mais notícias da Bahia, do Brasil e do mundo

Outro ponto que voltou ao texto é a regra que obriga que sociedades de economia mista ou empresas públicas assumam a titularidade dos contratos de compra de energia do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). Além disso, passa a ser permitida a ampliação de outorgas para esses empreendimentos.

De acordo com a Abrace, o impacto financeiro total dos chamados “jabutis” no setor elétrico pode chegar a R$ 545 bilhões até 2050, caso todos os vetos sejam derrubados. Apenas com a contratação compulsória de pequenas centrais hidrelétricas, o custo seria de R$ 140 bilhões. Outros impactos incluem R$ 28 bilhões com térmicas movidas a hidrogênio derivado do etanol no Nordeste, R$ 24 bilhões com a extensão dos contratos do Proinfa e R$ 5 bilhões com contratação compulsória de eólicas no Sul.